Animais em Extinção no Brasil

Atualmente, o número de animais em extinção no Brasil é de 627 espécies, conforme dados de 2008, quando o Ministério do Meio Ambiente realizou o levantamento. Todas essas espécies estão no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, que foi desenvolvido em parceria com a Fundação Biodiversitas.

Por que há tantos animais em extinção no Brasil?

A tendência é que esse número continue crescendo, já que cada vez mais as leis ambientais no país são menos respeitadas. Para ter uma ideia, em 1989, quando foi realizado o levantamento anterior, constatou-se que o número de animais em extinção no Brasil era de 218 espécies, embora o estudo não incluísse peixes e outras espécies aquáticas.

Quanto às causas do desparecimento de animais no país, elas são muitas, sendo que as principais são o desmatamento, as queimadas, a caça predatória, o tráfico de animais e a poluição. Além disso, o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis já fez um estudo para avaliar o cenário futuro.

O resultado é lastimável, pois são em torno de 650 animais que podem desaparecer nos próximos anos. Embora seja o Brasil que esteja no primeiro lugar do ranking de espécies de aves em extinção, outros países infelizmente contam com a mesma realidade. A Indonésia é o que leva a medalha de prata em relação ao número de espécies prestes a desaparecer.

Para organizar esses dados e controlar as espécies de animais que já viveram sobre a Terra e os podem desaparecer, existe a União Internacional para a IUCN – Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Para o órgão, existem três grandes categorias:

  • Extinto: extinto da natureza.
  • Ameaçada: criticamente em perigo, em perigo, vulnerável.
  • Baixo risco: dependente de conservação, quase ameaçada, pouco preocupante.

Conheça algumas espécies que estão na lista de animais em extinção no Brasil:

mico-leao-dourado

Mico-leão-dourado: habita a Mata Atlântica, tendo como principal motivo para a sua quase extinção, enquadrada em espécie em perigo, o tráfico de animais e o desmatamento. Ele só sobrevive, hoje em dia, porque é produzido em cativeiro, existindo cerca de 1000 animais.

onca-pintada

Onça Pintada: é o maior felino das Américas, habitando o Pantanal. Ainda sofre com a caça dos fazendeiros que os matam a fim de proteger os rebanhos. Mas não é só isso: a sua pele possui alto preço no mercado mundial e, por isso, é considerado uma espécie vulnerável.

Arara-azul: vive no norte brasileiro, que sofre ainda com o tráfico de animais, caça ilegal e o crescente desmatamento da onde vive. Suas penas também têm alto valor no mercado e por isso é outra espécies vulnerável.

Tamanduá-bandeira: está na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal e se tornou uma espécie vulnerável graças às queimadas e ao desmatamento de seus habitats naturais.

Ariranha: presente ainda na Amazônia e no Pantanal, também é chamado de lobo do rio ou lontra gigante. Seu principal inimigo é a pesca predatória e a caça ilegal, bem como a poluição dos rios, inclusive, devido à contaminação do mercúrio, tornando-a uma espécie vulnerável.

Cervo-do-Pantanal: é o maior cervídeo da América do Sul, tendo como habitat o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia. Sofre com a caça ilegal e o desmatamento e, por isso, está na categoria de espécie vulnerável.

Lobo-guará: é o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul. Vive nos Pampas, Cerrado e Pantanal, onde sofre principalmente com o desmatamento, o que o tornou uma espécie vulnerável.

Macaco-aranha: vive no Pará e no Mato Grosso e está classificado como espécie em perigo por causa do desmatamento de seus habitats naturais.

Muriqui-do-norte: é o maior primata das Américas, vivendo apenas na Mata Atlântica e o desmatamento e a caça esportiva são seus principais inimigos. Hoje, é tido como uma espécie criticamente ameaçada de extinção.

Muitos outros são os animais em extinção no Brasil. Mais exemplos são a ararajuba (espécie vulnerável); baleia-franca-do-sul (espécie em perigo), gato-maracajá (espécie vulnerável); saíra-militar (espécie em perigo na caatinga e vulnerável na Mata Atlântica); soldadinho-do-araripe (espécie criticamente ameaçada de extinção); tartaruga-de-couro (espécie criticamente ameaçada de extinção).

Há também a tartaruga-oliva, espécie em perigo; uacari-braco, espécie vulnerável; udu-de-coroa-azul, espécie em perigo na Mata Atlântica; além da surucucu, tatu-bola, ararinha-azul, pica-pau de cara amarela, falcão, anta, jabuti, jacaré-de-papo-amarelo, jaguatirica, flamingo, galito, mico-leão-preto, mono-carvoeiro, preguiça-de-coleira, mutum do nordeste, peixe-boi, pirarucu, tatu-canastra, urubu-rei, entre outros.