As Cruzadas – Resumo

As Cruzadas são as expedições organizadas pela nobreza europeia sob o comando do Papado para libertar a Terra Santa, isto é, a Palestina. Isso era importante porque para eles era a terra de Jesus Cristo. Mas o lugar era de domínio dos turcos e por isso tiveram que travar uma guerra.

Além disso, na chamada Terra Santa, estavam os povos originários do Turquestão, que tinham se convertido ao islã, sendo que uma de suas tribos, os Seldjúlcidas ocuparam, em meados do século XI, a região da Palestina, Mesopotâmia, Síria e parte da Ásia Menor, proibindo as peregrinações dos cristãos.

Portanto, o Papa Urbano II convocou a nobreza, por volta de 1095, para a que seria a primeira de nove Cruzadas. O slogan desse conflito era “guerra contra os infiéis”. As Cruzadas se estenderam até o século XIII, tendo oficialmente como motivação a fé, o gosto pela aventura e o interesse de cidades italianas em incentivar o comércio com os muçulmanos.

As Cruzadas – Resumo da Primeira a Nona Expedição

1ª Cruzada (1095-1099)

Os cruzados saíram da França para Jerusalém, obtiveram sucesso, conquistando não só a Terra Santa, como o principado de Antioquia e os condados de Trípoli e Edessa. Eles fundaram diferentes estados, como Outremer, ou seja, “Além mar”, no Oriente Próximo, os quais eram organizados com o sistema feudalista.

2ª Cruzada (1147-1149)

Convocada por São Bernardo, já que a cidade de Edessa foi retomada pelos islâmicos. Não teve o mesmo êxito, teve apenas salso positivo ao conquistar Lisboa dos muçulmanos pelos soldados que saíram de Flandres e da Inglaterra em direção à Palestina. Isso foi essencial para a constituição do Reino de Portugal. Os cruzados conseguiram ainda conquistar colônias do Império Bizantino, Corfu, Corinto e Tebas.

3ª Cruzada (1189-1192)

O papa Gregório VIII decidiu organizar a terceira depois que o sultão Saladino retomou Jerusalém. Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, imperador Frederico Barbarossa, ou Barba-Ruiva, do Sacro Império Romano Germânico, e Filipe Augusto, de França foram alguns personagens importantes. Essa foi a Cruzada dos Reis, com saldo de conseguirem o direito aos cristãos de peregrinar com segurança até Jerusalém.

4ª Cruzada (1202-1204)

Deslocaram a expedição para Constantinopla, a fim de derrubar o Imperador Aleixo III, mas o papa Inocêncio III não gostou, pois havia a promessa de Aleixo, filho do deposto Isaque II, de pagar pelo auxílio para que assumisse o Império. O imperador foi derrubado, Aleixo não cumpriu o acordo, os tesouros de Constantinopla foram saqueados, o Império Oriental foi dividido, Balduíno de Flandres foi feito imperador e um patriarca latino foi nomeado papa.

A Cruzada das crianças (1212)

Formada por crianças e adolescentes que acreditavam estar possuídas do poder Divino, achando que isso facilitaria a posse de Jerusalém. Multidões de crianças e jovens partiram da França e do Sacro Império, mas nem todos aguentaram a viagem e os que conseguiram chegar à Alexandria, no Egito, foram vendidos como escravos para os muçulmanos.

5ª Cruzada (1217-1221)

Comandada por André II, rei da Hungria, e depois por João Brienne, essa cruzada não suportou as enchentes do rio Nilo, no Egito, e teve que desistir.

6ª Cruzada (1228-1229)

O líder foi o Imperador Frederico II que depois de partir teve que voltar porque adoeceu, o Papa Gregório IX o considerou desertor e o excomungou. Um ano depois, partiu novamente e no ano seguinte acordou com o sultão do Egito, obtendo Jerusalém, Belém e Nazaré. Porém, em 1244, foi perdida de novo. Mais tarde, o Rei Francês Luís IX levou uma expedição para o Egito, mas foi preso e morto.

7ª Cruzada (1248-1250)

Foi organizada por Inocêncio IV e comandada por Luís IX, de França. Enfrentou problemas com o Nilo, onde foi eliminada pelo tifo. Luís IX foi capturado em Mansurá e tiveram que pagar um resgate de 500 mil moedas de ouro por ele.

8ª Cruzada (1270)

Também foi comandada por Luís IX, que nem bem desembarcou em Túnis, faleceu por causa da peste. Devido, entre outras coisas, a sua abnegação, Luís IX, mais tarde, passou a ser conhecido como São Luís.

9ª Cruzada

Essa cruzada é muitas vezes considerada como parte da oitava, pois depois de alguns meses da anterior, o príncipe Eduardo da Inglaterra, depois Eduardo I, comandou os seus seguidores até Acre embora sem resultados. Em 1268, Baybars, sultão mameluco de Egito, reduziu o Reino de Jerusalém a uma pequena faixa de terra entre Sidão e Acre. Em 1272, Eduardo combateu Baybars, que tentou o matar. Eduardo se preparava para atacar Jerusalém, quando seu pai morreu e por isso voltou à Inglaterra e assinou um tratado com Baybars.