Como Curar Gengivite – Sintomas, Causas e Tratamentos

Mesmo que se fale tanto da importância da higiene bucal, ainda é muito comum encontrar pessoas com problemas relacionados à saúde da boca. O simples ato de escovar os dentes todos os dias sempre após as refeições pode evitar muita dor de cabeça, inclusive, problemas como a gengivite. Saiba como curar a gengivite abaixo:

Como Curar a Gengivite

Por isso, o tratamento para gengivite é simples, basta limpar bem a boca. Mas como a sujeira acumulada já é tanta que chegou ao ponto de inflamar a gengiva é preciso realizar uma consulta odontológica. Instrumentos adequados vão ajudar a desgrudar e a remover a placa bacteriana entre os dentes do paciente, ou seja, o tártaro que apenas a escovação não é possível de eliminar.

A raspagem nos dentes, a fim de remover o tártaro acima e abaixo da linha da gengiva é uma das técnicas. A partir de então, é preciso que o paciente inicie ele próprio o tratamento de prevenção, que consiste em manter uma escovação frequente, sempre após as refeições, para que a gengivite não retorne. Também deve usar fio dental diariamente. Visitar o dentista com alguma periodicidade para revisões e limpezas também é indicado.

Reparar os dentes desalinhados e trocar os aparelhos odontológicos, como o uso de enxaguante bucal pode ser prescrito pelo dentista. Ele deve tirar as dúvidas do paciente quando houver e explicar a forma correta de usar a escova de dentes e fio dental quando necessário.

Embora o tratamento para gengivite deva ser feito com mais frequência em adultos, pessoas de todas as idades podem ter esse tipo de problema. Quanto antes a gengivite for identificada e antes a pessoa buscar ajuda de um profissional, mais chances existem de reverter o quadro, antes que o problema evoluía para casos mais sérios.

No entanto, se a gengivite estiver em um estágio avançado, o dentista pode optar por realizar um procedimento para aplainar a raiz na parte mais profunda. Esse tratamento para gengivite colabora na suavização das irregularidades nas raízes dos dentes, o que vai dificultar o endurecimento da placa bacteriana.

Causas da Gengivite

A mais comum causa da gengivite é a falta de uma escovação apropriada, ou seja, o cuidado básico que se deve ter com os dentes. Mesmo a falta de um ato tão corriqueiro na vida de uma pessoa pode resultar em uma inflamação da gengiva, que se evoluir sem receber a devida atenção pode atingir o osso alveolar, responsável por envolver e segurar os dentes.

A placa bacteriana – o tártaro nos dentes que só pode ser removido na cadeira do dentista – é o que provoca a gengivite, que também é chamada de biofilme dental. Ela não é perceptível a olho nu, geralmente, mas se trata de uma película incolor e pegajosa que pode conter até 400 bactérias diferentes. Sem a higiene bucal adequada, ela se forma continuamente entre os dentes.

Sem higiene bucal, essa massa de bactérias infecciona a gengiva, além da região ao redor dos dentes. Isso pode chegar ao tecido abaixo da gengiva e ao osso que suporta os dentes, assim, os dentes ficam abalados ou caiem, devendo ser removidos pelo dentista.

Sintomas da Gengivite

Para identificar a gengivite em sua boca, confira os principais sinais do problema:

  • Mau hálito e/ou gosto ruim na boca frequente;
  • Gengivas com aspecto intumescido, flácido, inchado e de cor avermelhada ou arroxeada;
  • Durante a escovação e na hora de usar o fio dental, as gengivas sangram;
  • Dentes com retração da gengiva, o que faz com que pareçam mais longos, ao exibir a sua base, próxima à gengiva;
  • Gengivas que começam a se separar, afastando-se dos dentes e desenvolvendo bolsas;
  • Alteração da mordida, ou seja, como os dentes de encaixam na hora que você morde;
  • Surgimento de pus ao redor dos dentes e na bolsa gengival;
  • Gengivas sensíveis ao toque.

Estágios da Gengivite

São três os estágios da gengivite:

A gengivite pode se apresentar em três estágios diferentes, sendo que de um quadro de gengivite normal pode evoluir para situações mais agraves. Confira quais são as etapas desse problema bucal:

1. Gengivite: primeira fase da inflamação na gengiva, resultado do desenvolvimento de placa bacteriana na margem da gengiva por falta de higiene bucal adequada. Quando a escovação e o uso do fio dental todos os dias não é realizado, as toxinas da placa que se forma irritam o tecido gengival, provocando a gengivite. O sinal mais comum desse estágio é o sangramento das gengivas na hora da escovação e/ou do uso do fio dental.

Essa fase facilmente pode ser estagnada e revertida, desde que a pessoa busque ajuda profissional. Um dentista vai remover com os instrumentos necessários o acúmulo de sujeira entre os dentes e se o osso dos dentes não tiver sido atingido basta a pessoa ter bons hábitos de higiene para não se preocupar mais.

2. Periodontite: se o paciente estiver nessa fase do problema, quer dizer que o osso e as fibras que sustentam os dentes em pé foram comprometidos. A bolsa que avança para baixo da gengiva, onde está o tártaro, já surge nesse estágio. Porém, a limpeza com o dentista e cuidados rigorosos com a higiene bucal pode evitar que o quadro piore.

3. Periodontite avançada: é a fase final da doença, quando a limpeza feita pelo dentista para tirar o tártaro não é suficiente para resolver o problema, porque as fibras e os ossos de sustentação dos dentes já estão destruídos. Quando isso ocorre, os dentes podem se movimentar dentro da boca, migrando para locais menos danificados ou mesmo cair. Como consequência, o paciente fica com a mordida afetada, podendo até mesmo ter que retirar os dentes.

Prevenção da Gengivite

Além dos cuidados com a limpeza da boca permanentes, pessoas que tenham mais propensão a desenvolver a gengivite podem ter alguns cuidados extras, como o uso de acessórios especiais, como palitos especiais, escovas de dentes especiais e irrigadores. Eles devem ser usados, entretanto, apenas quando for indicado pelo dentista.

Já quando é indicado o uso de suplementos alimentares, isso não exclui a escovação, que deve ocorrer sempre depois das refeições, o mesmo funciona com o uso do fio dental. Os exaguantes bucais antiplaca ou antitártaro também devem ser usados apenas quando receitados pelo profissional da saúde.

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