Cultura Helenística

Cultura Helenística ou Helenismo é o nome dado ao período da história da Grécia em que Alexandre Magno, o Grande reinou, conquistando territórios e fundindo a cultura helênica grega com a cultura ocidental. Os helenos eram os habitantes de Hélade, na região entre a Grécia central e a do norte.

Nesse período, falava-se uma língua comum, o koiné, além existirem práticas semelhantes de educação, escultura, comércio e artesanato. Alexandre conquistou não só o Egito, como a Pérsia, Síria, Mesopotâmia e chegou até a Índia.

O termo que designa o período tem como origem grega a palavra hellenizein, que significa “falar grego”, “viver como os gregos”. O Helenismo foi motivado pelos ideais de Alexandre, que consistia na difusão da cultura grega aos territórios que conquistava. Entre os principais momentos da Cultura Helenística está o primeiro e grande desenvolvimento das ciências particulares. Alguns nomes que se destacam, portanto, são de Arquimedes e Euclides.

Foi nessa fase da história que diversas cidades baseadas na cultura grega surgiram, como Antioquia, capital do Império Selêucida, e Alexandria, capital do Egipto ptolemaico. O Helenismo também se difundiu fortemente em Pérgamo, na Ásia Menor, e na Ilha de Rodes, no mar Egeu.

História da Cultura Helenística

Tudo começou em 336 a.C., quando Alexandre o Grande, filho de Filipe II tornou-se rei da Macedônia. Dois anos mais tarde, já era o senhor de toda a Grécia. Em seus 13 anos de reinado, teve o que foi considerada a conquista mais rápida de territórios, durante a Antiguidade.

Alexandre pretendia realizar o sonho do seu pai, quando iniciou a conquista do Império Persa de Dario III, que na época governava praticamente todo o Médio Oriente. Em quatro anos e três batalhas, Alexandre destruiu o Estado Aquemênida, como havia planejado. Em seguida, lançou seu exército na conquista das províncias da Ásia Central, as satrapias.

Entre os seus feitos, destaca-se o ideal de um grande estado multiétnico, para tanto, integrou ao seu governo as antigas classes indigentes do Império Aquemênida. Ele desejava unir a herança grega e macedônia com a herança asiática e persa, a fim de que coexistissem. No entanto, o seu intuito era criticado por gregos e macedônios e quando ele morreu com apenas 33 anos, o seu projeto de sociedade terminou.

Arte na Cultura Helenística

Quanto à arte do período denominado Helenismo, ela se caracterizou por difundir uma arte mais realista, manifestando sentimentos como dor e a violência – elementos existentes durante os tempos de guerra. Dessa forma, a Cultura Helenística teve a predominância do negativismo, relativismo e monumentalismo, os quais substituíram a concepção clássica de que predominava, a qual afirmava que o “homem é a medida de todas as coisas”.

Em relação à arquitetura, o Helenismo se manifestou através da grandiosidade e do luxo, assim, foram erguidas em Alexandria diversas construções públicas e particulares. Entre os palácios de mármore e os templos, ganha destaque a Biblioteca de Alexandria.

Outro exemplo é o Farol de Alexandria, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, além do Altar de Pérgamo, dedicado a Zeus. Já na escultura, as obras mais famosas são a Laocconte e seus filhos, a Venus de Milo – escultura da deusa Afrodite, e a Carregadora de Água.

Ciências e Filosofia

As ciências ganharam impulso nesse período, sendo que a matemática teve como mestres Euclides e Arquimedes, que desenvolveram a Geometria, sendo que o primeiro aplicou os conhecimentos na física. Essa ciência também foi o foco de Arquimedes, sendo que os seus estudos serviram para a invenção de novas armas de ataque e defesa.

No campo da astronomia, Hiparco e Aristarco tentaram medir o diâmetro da Terra e a sua distância do sol e da lua. Embora tenha sido ignorado, naquela época Aristarco já falava sobre a terra e os planetas girarem em torno do sol. Quanto à filosofia, novas correntes surgiram, como o Estoicismo, defendendo a felicidade como equilíbrio interior; o Epicurismo, pregando a obtenção do prazer; e o Ceticismo, baseada no negativismo.

Poesia

Dois nomes merecem destaque, Calímaco, que escreveu epigramas, hinos e dois poemas épicos – Aitia e Hécale, e Teócrito, que fundou o gênero pastoril (idílios).

Declínio

Depois da morte de Alexandre, os seus reinos foram sistematicamente incorporados, por conquista ou doação, no que posteriormente se tornou o Império Romano. Como consequência, Roma freou o desenvolvimento macedônio e suprimiu a monarquia antigônida. O período pós Helenismo foi caracterizado pelo declínio, intrigas e conspirações dinásticas.