Cultura Nordestina

cultura nordestina é o resultado da mistura de culturas de outros povos, pois é uma região que foi colonizada por diferentes nacionalidades. Assim, além da cultura nativa, a indígena, os nordestinos possuem grande influência da cultura africana, trazidas ao Brasil pelos negros escravos, e da cultura europeia, em especial, portuguesa. O nordeste foi a primeira região efetivamente colonizada pelos portugueses.

Essa reunião de costumes criou uma cultura bastante particular e típica. Pode-se dizer que a sua base é luso-brasileira, com ampla influência africana, principalmente, na costa de Pernambuco à Bahia e no Maranhão. Já a influência ameríndia (índios do continente Americano) está, em especial, no sertão semiárido.

Os diversos elementos que formam a cultura nordestina manifesta essa miscigenação de povos. Não é visível a diversidade cultural apenas nas manifestações folclóricas e populares, mas também na literatura e na música.

Danças da Cultura Nordestina

São muitas as danças que formam a cultura nordestina, sendo que se destaca o ritmo maracatu, amplamente difundido nos estados que compõem a região. O frevo (difundido principalmente em Pernambuco), o xaxado, variações do forró, o tambor-de-crioula (em especial no Maranhão) são apenas alguns exemplos de outras danças.

As danças costumam caracterizar um povo festivo e esse é um dos atributos da cultura nordestina, já que praticamente todas as músicas folclóricas são acompanhadas de danças. Como é o caso do Reisado, uma dança dramática popular, executada no dia de Reis. Assim, os participantes representam os três Reis Magos, quando visitam Jesus, todos vestidos a rigor. O Reisado é mais comum no Piauí e em Alagoas.

Já o Cavalo Piancó é uma dança típica do Piauí, quando os casais formam pares que dançam em círculo, trotando alegremente, ora bem compassado, ora apressado, sempre trocando os pares. Enquanto isso, o Bumba-meu-boi, embora seja típico em todo o nordeste, é principalmente executado no Maranhão.

Conforme o local onde a história dançante é encenada, podem mudar alguns adereços e mesmo a músicas e o ritmo, mas o enredo é sempre igual: Catirina grávida deseja comer a língua do boi do Capitão. No Amazonas, a dança ganhou o nome de boi bumbá.

Músicas da Cultura Nordestina

frevo

Não é de hoje que os músicos nordestinos fazem sucesso em todo o país e no exterior. A cultura nordestina já se destacava na música erudita, com nomes dos compositores Paurilo Barroso e Alberto Nepomuceno. Na história mais atual, destacam-se ainda o maestro Eleazar de Carvalho  e o cearense Liduíno Pitombeira.

Quanto à música popular, são muitos os ritmos, entre eles, alguns são o samba de roda, martelo agalopado, xote, baião, axé e forro. Não são apenas os gêneros musicais que ganham destaca na cena cultural do nordeste, mas também muitos nomes. No baião, o nome de Luiz Gonzaga é tido como o precursor do ritmo e seus seguidores foram Dominguinhos, Sivuca e Jackson do Pandeiro, entre outros.

O frevo também revelou muitos artistas para o país e para o mundo, entre eles, Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Esses artistas, junto com Zé Ramalho, foram os percursores em misturar esses ritmos tradicionalmente nordestinos com outros gêneros, como o rock e o blues. Juntos, os quatro formavam O Grande Encontro.

Mais tarde, nos anos 60 foi a vez do tropicalismo, que surgiu na Bahia e foi um dos principais marcos na história brasileira. Com inspiração no movimento antropofágico, tinha como alguns dos seus cabeças artistas como Tom Zé, Gilberto Gil, Caetano Veloso e outros. Já nos anos 80, foi a vez do axé music dominar a cena brasileira, tendo à frente artistas como Olodum, Timbalada, Daniela Mercury, Luiz Caldas e Chiclete com Banana.

Entre outros momentos marcantes, nos anos 90 surgiu o Manguebeat, gênero musical pernambucano, tendo à frente Chico Science e Nação Zumbi, além de outros. Raul Seixas é outro nome importante da cena musical nordestina. Hoje, em pleno século XXI, os nordestinos continuam com destaque na cena brasileira, inclusive, os nomes de Ivete Sangalo e Cordel do Fogo Encantado.

Literatura Nordestina

São muitos os nomes que escreveram sobre as agruras e os amores do seu próprio povo, entre eles, João Cabral de Melo Neto, José de Alencar, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector e muitos outros. Destacam-se os gêneros da literatura de cordel – representada em especial por Leandro Gomes de Barros, sendo que ainda nos princípios da história do Brasil foram nomes como o de Aluísio Azevedo e Augusto dos Anjos os principais do realismo e do naturalismo.

Até hoje Gilberto Freyre é lembrado pela sua obra prima Casa-Grande & Senzala e Ariano Suassuna revisitado no teatro e na televisão com o seu movimento armorial, originado nos anos 70, através do Auto da Compadecida e outras obras.