Filósofos Iluministas

Os filósofos iluministas integram um movimento denominado Iluminismo, em que diferentes questões foram abordadas, tais como questões políticas, religiosas, econômicas e morais. Para tanto, os filósofos detiveram-se a uma série de estudos, os quais serviram como base dos movimentos que derrubaram o pacto colonial e o Antigo Regime por meio da Revolução Inglesa e Francesa. Os ideais iluministas também contribuíram para a luta pela independência no continente americano.

Principais filósofos iluministas

Voltaire (1694 – 1778)

François Marie Arouet era um francês nascido em Paris e um dos filósofos iluministas mais influentes da história. Sua fama se deu em grande parte em virtude da sua critica violenta contra a Igreja, bem como a intolerância religiosa. Por isso, Voltaire se tornou um dos símbolos da liberdade de pensamento mais importantes daquela época.

Os fatos de ter sido filho de pais burgueses e ter estudado leis com os jesuítas no Colégio Louis-le-Grand permitiu a Voltaire se tornar um escritor. Voltaire era membro da Société Du Temple, caracterizada pela presença de libertinos e livres-pensadores. Também foi preso, na prisão da Bastilha, por quase um ano, devido a um panfleto satírico, mesmo que alegasse inocência. Foi nesse período em que escreveu a tragédia Oedipe (1718), consagrando-o como intelectual.

Depois de se desentender com o influente duque de Rohan-Chabot e ter se exilado na Inglaterra, Voltaire retornou para o seu país em 1729 e escreveu aquela que se tornou a sua mais importante obra, Lettres philosophiques ou Lettres sur les anglais (1734). Nesse trabalho, Voltaire reúne um conjunto de “cartas” sobre os ingleses, onde faz espirituosas comparações entre a liberdade inglesa e o atraso da França absolutista e clerical.

Por isso, teve que se refugiar no castelo de Cirey, onde permaneceu 10 anos com a marquesa Du Châtelet. De volta à capital francesa, em 1744, foi eleito para a Academia Francesa e introduzido na corte pela Madame de Pompadour. Dessa forma, tornou-se historiador real, e depois de mais algumas idas e vindas, o filósofo fez grandes negócios, inclusive especulações na bolsa.

Já em Genebra, em 1755, comprou o castelo e a fazenda de Ferney, onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios. Permaneceu ali até o final da vida e morreu muito rico, sendo que os seus escritos antirreligiosos começaram apenas em 1762, embora não fosse ateu. Quando esteve em Paris, era uma celebridade e suas ideias influenciaram a Revolução Francesa. Também escreveu contra a aristocracia feudal.

Entre os seus principais escritos estão peças teatrais como Zaïre (1732) e Alzire (1736) e os livros de história como Le Siècle de Louis XIV (1751) Também escreveu os romances Zadig (1747), Micromégas (1752) e Candide (1759) e o dicionário Dictionnaire philosophique (1764).

John Locke (1632 – 1704)

Era inglês e sua obra mais famosa é o título Dois Tratados sobre o Governo, no qual contesta a doutrina do direito divino dos reis e do absolutismo real. John Locke acreditava no poder da educação para transformar o mundo e que o mal era produzido por um sistema social criado pelos homens, assim, isso também poderia ser mudado por eles.

Barão de Montesquieu (1689 – 1755)

Charles-Louis de Secondat foi outro entre os principais filósofos iluministas, sendo que seu foco era a explicação das leis humanas e das instituições sociais. Para ele, as leis físicas eram conduzidas por Deus, enquanto as regras e instituições eram feitas por seres humanos passíveis de falhas.

Além disso, determinou três tipos de governo existentes: os despóticos, os monárquicos e os republicanos. A partir disso, organizou um sistema de governo que impediria o absolutismo (autoridade tirânica). Montesquieu também realizava duras críticas à sociedade francesa e europeia e, principalmente, à religião católica e à Igreja.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

O suíço que se mudou para Paris em 1742 escreveu diversos ensaios filosóficos, em que fez amizade com os filósofos enciclopedistas, como Condillac e Denis Diderot. A obra O Contrato Social é a sua mais importante, pois é nela que Rousseau discorre sobre a impossibilidade de retornar ao estado de natureza. Ou seja, o homem em estado de natureza está em uma condição sem lei e sem moralidade. Apenas o contrato com seus semelhantes, portanto, oferece as bases legítimas para uma vida em sociedade.

Esses foram os principais filósofos iluministas da nossa história com um breve resumo sobre suas obras e seus legados para o mundo e a ciência.