Herpes Labial, Genital e Zóster

Mais comum do que se possa imaginar, o herpes é uma doença altamente contagiosa e viral recorrente, normalmente benigna, provocada pelos Vírus Herpes Simples (HSV) 1 e 2, que permanece no sangue inativo durante a maior parte da vida do indivíduo. Os locais que afeta, principalmente, são a mucosa da boca e região genital, podendo evoluir para complicações neurológicas. Outros lugares que também se desenvolve o vírus é no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. Além disso, o mais comum é que nas vezes subsequentes, as lesões apareçam nos mesmos locais. Embora existam causas desconhecidas, algumas delas são a baixa do sistema imunológico, estresse físico ou psicológico e a exposição excessiva ao sol. De acordo com dados Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aproximadamente 90% da população do mundo tem o vírus do herpes. Dessa porcentagem, 10% não possui imunidade eficiente, assim, o problema se manifesta. Quando isso ocorre, a média é de quatro a seis episódios por ano. O vírus está mais disseminado do que a AIDS, por exemplo, que afeta menos de 1% da população do planeta. O herpes atinge 2%.

Sintomas do Herpes Labial

Conforme dermatologistas, o herpes labial é mais dissemina entre as crianças. Dados mostram que 50% dos meninos e meninas até os 12 anos já possuem o vírus. Isso se explica porque eles colocam objetos na boca e dividem talheres e copos. Além disso, os primeiros episódios podem ser leves ou graves, sendo mais comum que acometam crianças entre um e cinco anos. Os sintomas do herpes labial, em geral, surgem na primeira ou nas duas primeiras semanas após o contágio e se prolongam por até três semanas, na primeira vez que se manifestar a doença. Já as manifestações posteriores são normalmente mais leves. Confira quais são os sinais do vírus mais comuns, sendo que nem todos acometem o indivíduo e alguns sintomas podem surgir antes das erupções:

  • Dor de garganta e febre
  • Coceira, queimação, maior sensibilidade ou formigamento
  • Gânglios no pescoço
  • Lesões na pele ou erupções nos lábios, boca, gengiva ou garganta
  • Dor para engolir
  • Bolhas em uma área elevada, vermelha, dolorida, que se rompem e liberam fluidos
  • Crostas amarelas que se soltam
  • Bolhas pequenas que formam uma bolha maior.

O herpes labial pode se complicar e disseminar para outras áreas da pele, podendo causar, ainda, infecções bacterianas secundárias na pele ou infecção generalizada, o que pode resultar em morte, inclusive, nos pacientes com dermatite atópica, câncer ou vírus HIV. A cegueira é outra complicação, se infectar os olhos.

Tratamento do Herpes Labial

Sem tratamento, a herpes labial costuma desaparecer em até duas semanas. Para que os sintomas não se prolonguem, colocando outras pessoas em riscos, o uso de fármacos antivirais consumidos por via oral ajuda a desaparecer os sintomas bem como a aliviar a dor. No entanto, como se trata de uma doença séria, o mais aconselhável é se encaminhar para um médico especialista que vai indicar o melhor tratamento. Além disso, tratar é a melhor forma de minimizar os sintomas do herpes, já que os remédios têm melhor efeito quando tomados no momento que a doença estiver voltando, ou seja, antes que as feridas apareçam. Quando o vírus reaparece frequentemente, é possível que o médico indique um tratamento constante. Outra forma de reduzir os danos é com o uso de pomadas antivirais tópicas. Porém, elas são caras e eficientes quando aplicadas periodicamente. Para o herpes não atingir outras partes do seu corpo, é importante ter o cuidado de limpar as bolhas com sabonete antisséptico e água. Gelo ou calor aplicado sobre a área ajuda a reduzir a dor. Para prevenir futuras erupções, aplique filtro solar ou protetor labial com óxido de zinco, além de evitar a exposição ao sol.

Como se transmite a Herpes Labial

Entre as formas de transmissão do herpes labial está o contato direto com a ferida do paciente. Usar maquilhagem, copos, toalhas e beijar alguém na boca, enquanto estiver com as feridas, são as maneiras mais comuns de contágio. Para evitá-lo, também lave os seus pertences, como toalhas, com água fervente, antes de reutilizá-los. Nem pratique sexo oral quando estiver com as lesões, embora mesmo sem estar com os machucados, é possível estar com o vírus ativo.

Sintomas da Herpes Genital

Já a herpes genital tem maior incidência de contágio na adolescência, quando ocorre o começo da vida sexual. Assim, ela é considerada uma DST – Doença Sexualmente Transmitida. Seus sintomas mais comuns são:

  • Febre
  • Dor de cabeça e muscular
  • Fraqueza muscular
  • Bolhas avermelhadas, agrupadas, contendo líquido
  • Dificuldade para urinar
  • Coceira leve
  • Dor nas nádegas

O Herpes Genital Tem Cura?

O herpes genital, até o momento, não possui cura, embora muitos estudos sejam realizados. A complicação é que o vírus se aloja nas terminações nervosas, onde dificilmente os fármacos conseguem alcançar.

Tratamento e como prevenir o Herpes Genital

Assim como o herpes labial, são os remédios antivirais que minimizam e até previnem novas erupções. Eles reduzem o contágio do vírus, porque diminuem o seu tempo de atuação e são tomados por 10 a 14 dias seguidos. O indivíduo pode ser acometido de problemas psicológicos se não tratar a doença. Para o parceiro sexual, é recomendada terapia diária de repressão ao herpes sintomático para reduzir o risco de transmissão. É preciso, ainda, sempre usar preservativo, no entanto, somente reduz o risco de transmissão quando a camisinha envolve toda a área infectada. Pessoas com herpes genital não devem ter relações sexuais com parceiros não infectados quando existirem os sintomas. O contágio pode ser evitado, ainda, cuidando para que a área lesada não se encoste em objetos e pessoas. Em bebês, o herpes genital pode ser fatal. Mulheres que contraiam a doença durante a gestação podem transmitir ao feto, assim, é recomendada a cesariana. Estudos apontam que a pessoa infectada com o herpes vaginal fica mais propensa à infecção do HIV. Indivíduos com herpes e HIV também têm maiores chances de transmitir o vírus da AIDS.

Sintomas da Herpes Zoster

Outro tipo de herpes é a Zoster, também conhecido como cobreiro, que consiste em uma erupção cutânea dolorosa com bolhas causadas pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que provoca a catapora. O problema pode aparecer em qualquer idade, em especial, em quem tem mais 60 anos, que tiveram catapora com menos de um ano e que tenham o sistema imunológico debilitado devido medicamentos ou doenças. Os principais sintomas são:

  • Dor unilateral, formigamento e queimação
  • Manchas vermelhas na pele, seguidas por pequenas bolhas
  • Bolhas que se rompem, formam pequenas úlceras, secam e tornam-se crostas, que caem em até três semanas, sem cicatrizarem
  • Erupções em uma área estreita saindo da coluna até a área frontal da barriga ou do tórax
  • Erupções no rosto, olhos, boca e orelhas.

Tratamento de Herpes Zóster

Remédios antivirais para reduzir os sintomas, bem como o tempo da doença. O melhor é quando o tratamento começa em até 24 horas após os primeiros sinais. Como os demais tipos de herpes, o indicado é buscar ajuda médica.

Como se transmite a Herpes Zoster

A pessoa que não tiver catapora ou não se vacinou contra o vírus e tiver contato direto com uma erupção de cobreiro pode apresentar catapora e não cobreiro. Para evitar o contágio, já existe uma vacina que geralmente é recomendada aos idosos. Por outro lado, não há evidências de que uma pessoa desenvolva a herpes zoster porque entrou em contato com paciente com varicela ou herpes zoster. Também não há recorrência da doença, na maioria dos casos.

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