Islamismo Resumo – História, Divisões e Islã no Brasil

O Islamismo é uma religião que está mais presente nos países árabes do Oriente Médio e no norte da África. Também possui a designação Islã e Islão. No entanto, é adotada em diferentes locais do globo, sendo que atualmente se manifesta em mais de 80 países. Além disso, é uma religião que ganha mais adeptos a cada dia, o que hoje lhe rende o título de segunda maior do mundo. Quem pratica o Islamismo se chama muçulmano. De igual forma à religião cristã, o Islamismo também acredita na existência de um único deus, o que a caracteriza como monoteísta. O nome desse deus muçulmano é Alá (ou Allah) – que nada mais é do que a palavra deus em árabe. O Islamismo foi criado pelo profeta Maomé, que a fundou na região onde atualmente se encontra a Arábia Saudita. Assim como a Bíblia cristã, os muçulmanos têm o seu livro sagrado, chamado o Alcorão ou Corão. Já a palavra islã tem o significado de “submeter-se”, referindo-se à obediência à lei e à vontade de Alá.

Islamismo no Brasil

islamismo O Islamismo chegou ao Brasil pelas mãos dos escravos africanos trazidos ao país, em um primeiro momento. Depois, a religião muçulmana se propagou através do grande número de imigrantes árabes que chegaram ao país. Em 1929, foi inaugurada, no Brasil, a primeira mesquita islâmica, na cidade de São Paulo. Hoje em dia, já se contabilizam mais de 27 mil muçulmanos em território nacional.

Quem foi o profeta Maomé

Maomé, ou Muhammad, pertencia à tribo de coraich, e nasceu em 570, na cidade de Meca. O profeta era filho de uma família de comerciantes, sendo que ele passou praticamente toda a sua juventude viajando junto com os seus pais, o que lhe proporcionou conhecer diferentes religiões e culturas. A crença muçulmana conta que, aos 40 anos, Maomé recebeu a visita do anjo Gabriel que foi o responsável por lhe transmitir a mensagem de que havia um único Deus. A partir de então, ele começou a pregar a doutrina monoteísta, mas deparou-se com grande resistência. Naquela época, as tribos árabes seguiam uma religião de base politeísta, ou seja, acreditavam que existiam vários deuses. O Islamismo também conta que Maomé foi perseguido por causa da sua pregação, o que o obrigou a ir para Medina em 622. O fato marca o começo do calendário muçulmano e é conhecido pelo nome de Hégira. Já em Medina, Maomé foi bem recebido e se tornou um líder religioso, conseguindo unificar e mesmo instituir a paz entre as tribos árabes, ao implantar o Islamismo. Maomé voltou para Meca e lá também conseguiu o prodígio de estabelecer a religião muçulmana. Ao ser aceita, começou a se expandir pela península Arábica. O profeta morreu em 632.

No que o Islamismo acredita

O Alcorão possui 114 capítulos, nele, está toda a crença do Islamismo, inclusive, as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Entre alguns dos pontos fundamentais da escritura sagrada, consta:

  • Onipotência de Deus;
  • Importância de praticar a bondade, generosidade e justiça entre as pessoas;
  • Tradições religiosas;
  • Passagens do Antigo Testamento judaico e cristão;

Além disso, quem pratica o Islamismo acredita na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos. Outros princípios do Islamismo são:

  • Realizar cinco orações diárias comunitárias (sãlat);
  • Dar esmolas, de no mínimo 2,5% de seus rendimentos, sendo generoso com os pobres;
  • Fazer jejum religioso durante o ramadã (mês anual de jejum) para desenvolver a paciência e a reflexão;
  • Participar das peregrinações à Meca pelo menos uma vez na vida, se tiver recursos para tal.

Locais sagrados do Islamismo

São três os locais sagrados dos muçulmanos:

  • Cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também chamada de Caaba.
  • Cidade de Medina, local onde Maomé ergueu a primeira mesquita.
  • Cidade de Jerusalém, lugar em que o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.

Divisões do Islamismo

Depois da morte de Maomé, o Islamismo se dividiu em muitas correntes, sendo que duas delas são as principais: Sunitas: representam 85% dos muçulmanos do mundo. São partidários dos descendentes de all-Abbas, tio do Profeta. Defendem que o chefe do Estado mulçumano (califa) precisa contar com virtudes, mas não ser infalível. Também seguem os ensinamentos das Sunas – o livro que reúne as tradições recolhidas com os companheiros de Maomé. Xiitas: significa “partidário de Ali”, referindo-se a Ali Abu Talib, que se casou com Fátima, filha de Maomé, e foi assassinado. Alegam que o Estado só pode ser regido por um descendente ou parente de Maomé. Para eles, o chefe da comunidade islâmica, o imã, é infalível, pois é inspirado por Alá. Aceitam somente o Alcorão como escritura sagrada.