Modernismo – Características, Autores e Obras no Brasil

O movimentado modernista, como também é chamado o Modernismo, é uma das tantas fases pelas quais as artes passaram no decorrer da história do homem sobre a Terra. Muitas manifestações artísticas fizeram parte desse movimento, entre elas, literatura, pintura, escultura, teatro, arquitetura, música e design.

A ideal principal, em suma, do Modernismo consiste na afirmação de que as formas até então “tradicionais”, principalmente, das artes plásticas, design e literatura, bem como da organização social estavam ultrapassadas. Portanto, fazia-se necessário deixá-las de lado para que surgisse uma nova cultura.

Por consequência esse pensamento não ficou só na área artística, mas também abrangeu o comportamento que regia a época, se não mudou, ao menos fez com que as pessoas se dessem ao direito de pensar em uma nova forma de encarar a vida. A ideia, todavia, é que essas mudanças deveriam ser para melhor. Falava-se sobre as novas realidades do século XX, que eram permanentes e que por isso os indivíduos deveriam se adaptar a elas.

O nome do movimento se deu ao fato de palavra “moderno” ser antônimo do que é ultrapassado, bem como sinônimo de contemporâneo, ao menos, nesse contexto histórico. O Modernismo surgiu primeiro em Portugal em 1915 e somente depois de sete anos é que entrou em terras brasileiras.

O Modernismo no Brasil

No Brasil, o Modernismo repercutiu com força sobre a sociedade brasileira, em especial, a respeito das manifestações artísticas. A literatura e artes plásticas foram as mais influenciadas. O movimento iniciou em 1920 e se estendeu até meados de 1978, sendo que chegou ao país por meio dos imigrantes europeus, mas também através dos filhos de famílias mais abastadas que iam estudar no velho mundo.

O marco inicial do Modernismo no Brasil se deu oficialmente com a realização da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922. No Brasil, o movimento também ganhou três fases, agregando artistas que não necessariamente faziam parte do Modernismo. A primeira fase foi a mais radical, quando a oposição a tudo que era considerado antigo imperava. O momento foi de escândalo e irreverência.

A segunda fase foi mais aprazível, sendo responsável por formar grandes romancistas e poetas. Já a terceira e última fase também conhecida como Pós-Modernismo por vários autores se opôs ao primeiro período e por isso foi ridicularizada com o apelido de Parnasianismo.

Quanto ao contexto histórico brasileiro dos primórdios do Modernismo, o país estava em seu famoso período chamado política do café com leite, que ditava o cenário econômico e político, revezando no governo políticos de São Paulo e Minas Gerais. A industrialização chegava como consequência da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a urbanização era iminente e a burguesia florescia.

Nas ruas, os movimentos operários realizam greves de fundamentação anarquista. Com a Revolução Russa, em 1917, o partido comunista foi fundado. A sociedade paulista era formada, portanto, pelos anarquistas, comunistas, “barões do café”, comerciantes, burgueses e os nordestinos do êxodo rural.

Autores mais importantes do Modernismo

Embora não fosse modernista desde o início, Graça Aranha está entre os nomes mais importantes do Modernismo, sendo considerado um pré-modernista. Além dele, na primeira geração do movimento, que abrange dos anos 1922 a 1930, estão Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira, Alcântara Machado, Menotti Del Picchia e Raul Bopp.

O segundo período teve principais representantes autores como Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Cyro dos Anjos, Jorge Amado, José Geraldo Vieira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Octávio de Faria, Vinícius de Moraes e Jorge de Lima.

Já a última fase é mais conhecida pelas obras produzidas por autores Guimarães Rosa, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto.

Principais obras do Modernismo

Os principais representantes na literatura do desejo de ruptura característico da primeira fase do Modernismo no Brasil foram o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, os livros Macunaíma, de Mario de Andrade, e Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre.

Outros destaques ficam por conta de Abaporu, de Tarsila do Amaral, A hora da Estrela, de Clarice Lispector, o Livro de Sonetos, de Vinícius de Moraes, e A Bagaceira, de José Américo de Almeida.

Na pintura, as obras que até hoje são lembradas daquele período são, em especial, o retrato de brasileiros através das influências cubistas de Tarsila do Amaral.