A Mulher no Mercado de Trabalho: Crescimento e DIferenças

Diferente de algumas décadas atrás, hoje em dia, as mulheres estão em praticamente todos os setores da economia, integrando os mais variados cargos de trabalho. No entanto, não foi sempre assim, talvez os jovens que tenham nascido nas últimas duas décadas não imaginem como a situação da mulher no mercado de trabalho era diferente.

O quadro começou a mudar, mais exatamente, nas últimas décadas do século XX, sendo que não foi apenas a vida das mulheres que mudou com a sua inserção nas atividades econômicas para o sustento do lar. Maridos, filhos e todos os demais integrantes da sociedade tiveram, de uma forma ou de outra, a sua realidade alterada com a presença feminina em indústrias, comércio e na oferta de serviços.

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Além disso, a inserção da mulher no mercado de trabalho está cada vez mais crescente e, ainda hoje, podemos ver as mudanças no país. Atualmente, a mudança se dá em relação à posição das mulheres nas empresas, que se estão conquistando também os cargos de chefia. Além disso, não é apenas o Brasil que enxerga essas mudanças, de forma semelhante, o mesmo vem ocorrendo em todo o ocidente.

Causas da presença da Mulher no Mercado de Trabalho

Quanto às causas da inserção da Mulher no Mercado de Trabalho, elas são variadas, englobando fatores econômicos, culturais e sociais. Um dos principais motivos foi o avanço e crescimento da industrialização no país. Com isso, o Brasil passou por uma profunda transformação na sua estrutura produtiva.

De pequenos comerciantes, agricultores de subsistência e prestadores de serviços, os cidadãos, inclusive, das pequenas cidades, se viram obrigados a trocar a sua atividade econômica, tornando-se funcionários de grandes indústrias. No entanto, o contínuo processo de urbanização (de certa forma provocado também pela industrialização) e a redução dos núcleos familiares culminaram com a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.

Com famílias menores, a mulher também precisava sair de casa para ajudar a sustentar a casa, dentro de uma sociedade cada vez mais urbana, que exige mais gastos por parte da população para arcar com a infraestrutura.

Crescimento da Mulher no Mercado de Trabalho

É possível perceber o crescimento da presença das mulheres nas mais variadas empresas apenas tendo a possibilidade de observar o passado e o presente. Os números ajudam a provar isso. Em 1976, estudos apontaram que 29% das mulheres no país trabalhavam fora de casa, sendo que, em 2007, pesquisa semelhante apontou o crescimento da atividade econômica realizada por mulheres: mais de 40% trabalhavam ou procuravam emprego.

Entre outros motivos, pode-se dizer que a escolaridade das mulheres está entre os principais motivadores desse crescimento. Levantamento realizado pelo IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, em 2000, apontou que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos. Enquanto a escolaridade dos homens ficou com média de 6,3 anos.

Diferenças e Problemas da Mulher no Mercado de Trabalho

Por mais que os dados mostrem que a presença feminina vem crescendo nos setores da economia, nem todos os números trazem boas notícias. Se por um lado as mulheres estão conquistando a sua independência financeira, a sua atuação é ainda limitada. Estima-se que 80% das mulheres que trabalham fora atuam ainda em uma pequena parcela de profissões.

Entre elas, as principais são professora, funcionária pública, cabeleireira, manicures e em serviços de saúde. Um grande número está concentrado no serviço doméstico remunerado. Esse grupo possui mais características em comuns: elas são negras, com baixo nível de escolaridade e têm os mais baixos rendimentos dos trabalhadores no país.

Em São Paulo, o Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, do governo do Estado de São Paulo, em 2000, constatou ainda, que dos trabalhadores ativos, as mulheres integravam o grupo com maior nível de desemprego. Enquanto a taxa dos homens desempregados era de 15%, das mulheres era de 20,9%. Isso representava que de cada cinco mulheres, uma estava à procura de emprego.

As mulheres também ganham quando o assunto é trabalho precário e informal, sendo que 61% do sexo feminino ativo estão no mercado de trabalho nessa condição. Porém, o número de mulheres negras em trabalhos precários e informais é maior, 71%. Mesmo assim, as mulheres continuam a lutar não apenas pela conquista do seu lugar no mercado de trabalho, mas também para se igualar de forma justa às atividades exercidas pelo sexo masculino.