Níveis de Linguagem

Os níveis de linguagem referem-se ao uso da fala e da escrita na comunicação entre pessoas que integram uma mesma comunidade. Para que haja entendimento entre eles, é fundamental que o emissor e o receptor estejam em concordância.

Além disso, a língua e os níveis da linguagem pertencem a todos os membros de uma sociedade, sendo a linguagem como uma entidade viva, que está em constante mutação. Isso significa que novas palavras são criadas ou assimiladas de outras línguas, à medida que aparecem hábitos, conhecimentos e objetos novos e diferentes do que até então se tinha conhecimento.

Já os dicionários incorporam esses novos vocábulos, também chamados de neologismos (fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra), quando se tornaram consagrados pelo uso. Embora exista a gramática, a norma que rege a língua escrita, a fala não é apenas regida por ela, porque a fala não se trata de uma convenção, mas sim, do jeito que cada um utiliza esse acordo. Com isso, torna-se a língua falada uma forma de comunicação independente.

A fala é mais desligada de regras, já que é mais expressiva e espontânea, bem como suscetível a transformações, a cada instante. A mudança na escrita começa sempre a partir da língua falada e, por este motivo, esta é tão importante quanto à língua escrita. Mesmo assim, nem todas as mudanças que ocorrem na fala são reconhecidas, mas sim, apenas as que contam com relevância em uma sociedade.

Conclui-se então que o nível de linguagem empregado é determinado pelo meio social de cada indivíduo. Além disso, a linguagem precisa estar de acordo com o contexto em que o emissor da mensagem e o destinatário se encontram.

O que influência os níveis de linguagem

Nos dias de hoje, os maiores influenciadores são os veículos de comunicação audiovisual, inclusive, a Internet, que vem se mostrando um grande criador de neologismos. Dentre eles, alguns termos novos são necessários, já que preenchem lacunas que até então estavam em branco.

Por outro lado, há muitos neologismos desnecessários, uma vez que duplicam palavras que já existem. O único critério para sua integração na língua é, porém, o seu emprego constante por um número considerável de usuários, os quais são, de fato, os responsáveis por determinar as transformações pelas quais a língua passa e, por consequência, os níveis de linguagem.

Além disso, vale lembrar que os neologismos também possuem como fortes influenciadores os fatores regionais, sociais e intelectuais, além de outros. O mais importante, portanto, é que tanto a língua falada quanto a escrita cumpram o seu objetivo, que é o de comunicar.

Diferenças entre a língua escrita e a falada

A língua escrita obedece às normas gramaticais e, por isso, sempre se diferenciará da língua oral, mesmo que a escrita já tenha passado por uma série de mudanças, ao longo da história. No entanto, todas elas aconteceram de forma sistemática.

A principal diferença entre a língua fala e a língua escrita, portanto, é que a primeira não é só mais espontânea, como também solta e livre, já que é acompanhada de mímica e entonação- os quais têm papel fundamental na comunicação não verbal.

Tipos de níveis de linguagem

Linguagem popular ou coloquial

É a fala fluente do povo, sendo o mais comum mostra-se rebelde à norma gramatical, além se ser carregada dos chamados vícios de linguagem (erros de regência e concordância, de pronúncia, grafia e flexão, e outros). Também se caracteriza pelas expressões vulgares e gírias, além de ser a fala que mais está presente no dia a dia das pessoas.

Linguagem culta ou padrão

É ensinada nas escolas e usada quando se obedecem as normas gramaticais, porém, é mais comum aparecer na língua escrita e literária. Também é artificial, estável e menos sujeita a variações. Também aparece nos meios de comunicação, sermões, discursos políticos e palestras científicas.

Linguagem vulgar

É usada pelos analfabetos ou por quem teve pouca instrução, sendo bastante comuns os erros gramaticais em níveis avançados.

Linguagem regional

São os falares locais, que variam conforme a região em que o indivíduo mora. No Brasil, são variados os regionalismos, o que se pode perceber pela diferença da fala de gaúchos e nordestinos, por exemplo. As diferenças são quanto às palavras empregadas e à fonética, devido aos chamados sotaques regionais.