Pneumonia Bacteriana – Sintomas, Tratamento e Prevenção

Pneumonia é uma infecção muito séria e relativamente comum que afeta os pulmões, mais precisamente a região dos alvéolos pulmonares – local onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios. Também pode afetar os interstícios – espaço entre um alvéolo e outro. Em geral, a pneumonia é causada por uma agente infeccioso ou irritante, podendo ser um vírus, fungo, reação alérgica ou, no caso da pneumonia bacteriana, por uma bactéria.

Embora muitas vezes seja confundida com uma gripe, inclusive, quando se dão os primeiros sintomas, diferente da gripe, a pneumonia é altamente infectante, mesmo que os agentes não sejam transmitidos com facilidade. Entre os tipos da doença, está a pneumonia bacteriana que conta com alguns fatores de riscos, são eles:

Riscos para o surgimento de pneumonia bacteriana

  • Fumo, que pode causar uma reação inflamatória que facilita a entrada de agentes infecciosos;
  • Ingestão de álcool, por comprometer o sistema imunológico e a capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • Ar-condicionado, por deixar o ar seco, facilitando as infecções;
  • Resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura também pode causar a pneumonia bacteriana.

A bactéria mais comum que causa a doença é a streptococcus pneumoniae. Em geral, percebe-se que os pacientes que contraem a doença já possuem uma doença subjacente crônica ou aguda. Isso torna mais fácil o desenvolvimento da pneumonia, pois as defesas do organismo já estão baixas, inclusive, no inverno. A doença ocorre mais nas zonas temperadas e afeta pessoas mais frequentemente entre os 15 a 45 anos.

Outros agentes da Pneumonia Bacteriana são: Staphyloccus aureus, Haemophilus influenzae, Klebsiella pneumoniae e Legionella peumophila.

Contagiosidade da pneumonia bacteriana

A pneumonia bacteriana não é contagiosa, uma vez que a sua transmissão não acontece de pessoa para pessoa. Desse modo, o paciente não precisa ficar isolado. A doença pode ser transmitida, portanto, de outras maneiras, são elas:

  • Absorção da bactéria, por meio da respiração;
  • Entrada acidental de um grupo de bactérias pela boca;
  • Pela circulação sanguínea, quando a bactéria vem de uma infecção em outra parte do organismo.

Sintomas da Pneumonia Bacteriana

Os sintomas da pneumonia bacteriana e da viral são bastante parecidos e os principais são os seguintes:

  • Tosse com muito catarro;
  • Calafrios;
  • Falta de ar;
  • Dificuldade para respirar;
  • Febre alta, acima de 39º;
  • Dor no tórax;
  • Alterações da pressão arterial;
  • Confusão mental;
  • Mal-estar generalizado;
  • Secreção com pus amarelada ou esverdeada;
  • Fraqueza;
  • Dor no peito.

Devido à reação inflamatória desencadeada pela bactéria que atinge os alvéolos, que produzem secreção e prejudicam o movimento e a difusão do oxigênio e dióxido de carbono, o sangue é desviado da direita para esquerda do coração. A mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado pode provocar uma hipoxemia arterial (redução do oxigênio no sangue) ou hipercapinia arterial (avanço de dióxido de carbono no sangue).

Além dessas complicações, em casos graves, o paciente pode apresentar traquipnéia acompanhada por roncos respiratórios, batimento de asa do nariz e utilização dos músculos acessórios da respiração.

Tratamento para pneumonia bacteriana

Aos primeiros sinais de pneumonia bacteriana é preciso buscar atendimento de um médico pneumologista que vai solicitar exames para definir o melhor tratamento. Os exames solicitados podem ser: de sangue, raio-X, tomografia computadorizada do tórax e análise do catarro.

A partir de então, costuma-se receitar remédios antibióticos que devem ser usados por um período que pode variar de sete a 14 dias. Conforme o caso, pode ser, ainda, indicada sessões de fisioterapia respiratória. Nos casos mais graves, deve haver internação hospitalar, já que se mal tratada pode causar a morte o paciente.

Os casos mais urgentes referem-se a pacientes idosos, com febre alta ou que apresentam alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia. Entre elas, pode-se citar o comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, além de dificuldade respiratória.

Recomendações para evitar a pneumonia

Já existe a vacina anti-pneumocócica, que evita a contaminação não só das pneumonias, como também da meningite. Não fumar e não beber de forma excessiva também são formas de evitar a doença.

Quanto ao ar-condicionado deve-se usá-lo de forma adequada, seguindo as recomendações do fabricante e realizando as limpezas indicadas. Nos dias frios, é preciso evitar a exposição do corpo às mudanças bruscas de temperatura. Quanto antes a pneumonia for diagnosticada maiores são as chances de melhora, evitando as complicações que ela pode causar.