Problemas Urbanos no Brasil – Sociais e a Favelização

A urbanização é o agrupamento crescente de pessoas em uma cidade, tornando essa localidade um grande centro urbano. No Brasil, não são apenas as capitais consideradas metrópoles, mas também outros municípios que tem a sua população em constante crescimento. Isso se deve, em geral, à procura por melhores condições de vida, como emprego e moradia, o que em muitos casos não passa de uma ilusão.

Já que o crescimento das zonas urbanas não é planejado e por isso nem organizado, os problemas urbanos apenas crescem à medida que os anos passam. No entanto, isso não é recente e não é somente o Brasil que sofre com esse infortúnio.

Enquanto o sistema de urbanização dos países ditos desenvolvidos iniciou durante o século XVIII, quando estavam crescendo devido à Revolução Industrial, os países que de subdesenvolvidos passaram a se chamar em desenvolvimento, tiveram uma urbanização tardia e expressiva, a partir da década de 1950. O principal motivo, entretanto, foi o mesmo: o desenvolvimento industrial.

Principais problemas urbanos

Os problemas urbanos são muitos e em geral estão interligados, sendo alguns consequências de outros e assim por diante, formando uma bola de neve que parece difícil de desfazer. Em suma, a falta de planejamento em uma cidade que cresce de forma acelerada perde em infraestrutura adequada.

Isso gera uma série de transtornos, em especial, para as camadas mais pobres da sociedade. Elas são as principais afetadas com os problemas urbanos, que são classificados em sociais e ambientais. Veja quais são alguns deles:

Segregação urbana

A segregação urbana é um dos principais Problemas urbanos de ordem social. Esse problema também poderia ter outro nome: especulação mobiliária, pois é o maior responsável pela segregação. Como isso ocorre: a especulação imobiliária (feita pela iniciativa privada, em especial) beneficia o encarecimento das regiões mais próximas do centro da cidade, o que as tornam inacessíveis para a maioria da população.

Quanto mais a cidade cresce, portanto, mais a população tem o seu acesso dificultado aos bairros centrais e, por isso, precisa morar cada vez mais longe. O problema vem do fato de, em geral, os governos, não oferecem uma boa qualidade de vida a essas famílias, que sofrem com a escassez de transporte público, falta de saneamento básico e de qualidade das estradas. A isso, somam-se o baixo salário dessa população e a consequente violência.

Favelização

favelas

Esse é outro entre os problemas urbanos e está estreitamente ligado à questão da especulação imobiliária / segregação social. Desemprego, concentração de renda e falta de planejamento urbano são as suas principais causas. Em geral, as favelas se erguem em áreas irregulares, por isso, sofrem ainda mais com a falta de infraestrutura.

É comum ainda, que as favelas estejam em locais de risco, como encostas de morro e próximas a corpos d’água. Como já se tornou comum no Brasil, esses locais estão ainda mais sustáveis às intempéries do tempo.

Problemas urbanos ambientais

Como tudo está relacionado, a favelização quando ocorre em zonas de risco, traz os problemas urbanos ambientais. É lógico: o aumento das áreas asfaltadas nas cidades atrapalha a infiltração da água no solo, quando chove, a água que deveria ser escoada, portanto, é muito maior e não tendo na região uma rede de saneamento básico adequada, ocorrem os alagamentos nas áreas mais baixas.

Já nas áreas mais altas, a grande quantidade de chuva pode facilitar os desmoronamentos dos morros. A isso se une outro problema: o lixo. O crescimento da população de uma cidade é grande, a coleta de lixo não é regular, as pessoas não são estimuladas pelo governo a colocarem o lixo nos locais certos, o lixo acaba entupindo bueiros ou se acumulam nos corpos de água. Resultado: menos facilidade de escoamento da água, mais inundações.

E mais: sem uma rede de tratamento de esgoto e de água adequadas, tanto doméstico como industrial, em uma população que cresce cada dia mais, somam-se os problemas de saúde. O resultado: doenças para os humanos e mortalidade ou contaminação para os animais aquáticos – muitas vezes fonte de alimento.

Nesse nível, não só a agua está poluída, como o ar e o solo. O ar das grandes cidades recebe todos os dias níveis elevadíssimos de gases dos automóveis e das fábricas, que além de conterem substâncias tóxicas, chega até a atmosfera, retendo o calor e intensificando o efeito estufa. Mais doenças, as respiratórias, sem contar as chuvas ácidas, inversão térmica, ilhas de calor, etc.