Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto é um tratado internacional assinado por vários países a fim de diminuir as atuais emissões de gases na atmosfera. Ele começou a ser desenvolvido em 1988, durante a Conference on the Changing Atmosphere, realizada no Canadá. Outros eventos culminaram com a criação do protocolo, como o IPCC’s First Assessment Report, na Suécia, em 1990, e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática durante a ECO-92, realizada no Brasil, em 1992.

Ao total, 141 países assinaram o tratado, sendo que alguns dos maiores poluidores ficaram de fora, como Estados Unidos e Austrália. Junto com o Protocolo de Kyoto foi elaborado um calendário para guiar as atividades dos países desenvolvidos, para facilitar o alcance do objetivo proposto.

Entre as principais iniciativas do Protocolo de Kyoto estava a redução de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990. As ações em cada país deveriam iniciar até 2008.

Por que foi criado o Protocolo de Kyoto

Frente ao aumento, cada vez maior, das emissões de gases poluentes, os países que integram o Protocolo de Kyoto resolverem estipular métodos mais rígidos para se comprometerem com a redução dos gases que agravam o efeito estufa. Está cientificamente comprovado que esse processo é um dos principais causadores do aquecimento global.

Se as emissões não forem reduzidas, teremos como consequência temperaturas mais altas no planeta, o que pode levar à extinção de algumas espécies. Além disso, os seres humanos já estão sofrendo com a maior incidência de raios solares e catástrofes ambientais. Outras consequências previstas são o aumento do nível dos oceanos e a desertificação de algumas regiões.

Como funciona o Protocolo de Kyoto

Para guiar os planos de ações de cada nação, o Protocolo de Kyoto estipula algumas ações básicas, entre elas, estão:

  • Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
  • Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
  • Reformar os setores de energia e transportes;
  • Proteger florestas e outros sumidouros de carbono;
  • Extinguir mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção.

Os países desenvolvidos que assinaram o Protocolo de Kyoto foram os que tiveram a maior obrigação em reduzir as emissões. O período de 2008 a 2012 foi chamado de primeiro período de compromisso e, embora as metas propostas não tendo sido alcançadas, alguns países se propuseram a um novo tratado ou a uma emenda ao Protocolo de Kyoto. Em 2009 houve uma nova convenção dos países, mas não ficou estipulado oficialmente uma nova meta ou prazo.

Dificuldades do Protocolo de Kyoto

Muitas pessoas foram céticas desde o início sobre a eficiência do Protocolo de Kyoto, já que nenhuma nação quer desacelerar a sua economia, o que é inevitável para reduzir as emissões. Além disso, os países mais poluidores não assinaram o tratado, entre eles, os Estados Unidos, responsáveis por 25% da emissão de gases poluentes. Outro agravante é que as metas de redução não eram homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países. E mais: países em desenvolvimento, como Brasil, Índia, Argentina e México, não entraram nas metas, embora já sejam grandes poluidores. O Brasil está entre os seis países que mais emitem gases de estufa no ar.

Para uma redução eficaz, a redução de emissões deve abranger diferentes setores econômicos. Por outro lado, há cientistas que afirmam que as metas propostas não seriam suficientes para reverter o aquecimento global. Alguns defendem que o mundo deveria fazer um corte radical de 60% das emissões.

Países participantes

Ao todo são 141 países que assinaram o tratado. Enquanto a União Europeia possuía 15 países que tinham mais voz no tratado, a Rússia, devido ao colapso econômico que passou, mesmo sendo o terceiro maior emissor não precisou reduzir. Já a China que só perde como emissor para os Estados Unidos reduziu as emissões de dióxido de carbono na atmosfera, embora não tivesse metas a cumprir.

Outros países que merecem destaque quanto a sua participação no Protocolo de Kyoto é o Japão, outro grande poluidor, e o Kiribati, um dos maiores interessados, pois é um arquipélago que está ao nível do mar e vai desaparecer se o nível dos oceanos aumentar.