Sintomas da Sífilis

A sífilis é uma doença que pode não causar sintomas no paciente, por isso, exames para identificar doenças sexualmente transmissíveis são importantes para identificá-la, inclusive, quando o indivíduo manteve relações sem preservativo. Porém, essa doença infeciosa também é transmitida de mãe para feito.

A bactéria Treponema pallidum é a causadora da doença e ela se espalha pela pele rachada ou por membranas mucosas. Em países como os Estados Unidos, a sífilis é bastante disseminada e atinge, em especial, adultos sexualmente ativos na idade dos 20 aos 29 anos. Além disso, é de extrema importância ter informações sobre essa doença, uma vez que se não curada, pode resultar em severas complicações, como cegueira, paralisia e danos cerebrais.

Estágios da sífilis

A sífilis passa por três estágios diferentes. No primeiro, que ocorre entre a segunda e terceira semanas depois do contágio, aparecem feridas que não causam dor, os chamados cancros, no local da infecção, ou seja, no reto ou no cólon do útero, onde aparecem mais normalmente. Assim, elas não são vistas e costumam desaparecer entre a quarta e sexta semanas, mesmo sem tratamento. Nesse período, a bactéria fica inativa.

Já entre a segunda e oitava semanas subsequentes às primeiras feridas, inicia-se a sífilis secundária. Se o paciente não tratar a doença na primeira fase, ela pode desenvolver o segundo estágio, porém, em torno de 33% dos que não trataram a sífilis primária chegam à próxima etapa. Mais uma vez, os sintomas costumam sumir, mesmo sem tratamento.

O estágio final da sífilis, ou seja, a sífilis terciária, entretanto, é muito perigosa, pois a infecção se espalha no corpo, atingindo cérebro, sistema nervoso, coração, pele e ossos. A bactéria dormente pode ser detectada ou através da observação do dano causado no corpo ou por meio de exame de sangue.

Causas da Sífilis

A bactéria Treponema pallidum, que causa a sífilis, costuma entrar no organismo do indivíduo quando ele entra em contato direto com a ferida, o cancro duro, que não dói e pode estar visível, como no pênis do homem ou na vulva da mulher. Porém, quando pressionada, a ferida libera um líquido transparente altamente infeccioso.

Assim, o ato sexual sem preservativo é o modo mais comum de contrair a doença, já que a infecção ocorre por meio das secreções e fluidos do organismo. Quando uma mulher está grávida e infectada com a sífilis também pode transmitir a doença para o feto, podendo ser pela placenta ou através do canal de parto.

Sintomas da Sífilis

Nos primeiros estágios, a sífilis pode nem apresentar muitos sintomas, o que dificulta a sua identificação. Além disso, quando surgem, os seus principais sintomas podem ser confundidos com os sinais que acometem indivíduos que contraíram outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim, o diagnóstico mais conclusivo é feito por meio de exames de sangue, que devem identificar a presença de anticorpos anti-Treponemal.

Entre os sintomas da sífilis, estão o surgimento de ínguas na virilha e de pequenas feridas indolores de bordas endurecidas e profundas, que geralmente, surgem durante o primeiro estágio da doença, ou seja, em torno de 15 dias após a transmissão da infecção. Além disso, elas desaparecem depois de três e seis semanas, sem deixar cicatrizes.

Quando isso ocorre, o indivíduo pode achar que está melhor e finaliza por conta o tratamento, no entanto, existe um período em que a bactéria fica inativa, mas isso não significa que ela foi embora e a pessoa está curada. Assim, os sintomas voltam a se manifestar entre seis e oito semanas, afetando a pele e órgãos internos conforme o seu grau de comprometimento.

Confira outros sintomas da sífilis:

  • dores de cabeça e garganta;
  • fadiga;
  • mal-estar e febre;
  • perda de apetite e de peso;
  • exantema (erupções cutâneas);
  • ínguas em outras regiões do corpo e lesões de pequeno diâmetro, róseas ou violáceas, planas e indolores.

Quando não tratada a doença, os seus sintomas podem durar por toda a vida. No entanto, se a sífilis chegar a sua fase final, o mais comum é que se torne destrutiva e incapacitante.

Diagnóstico e Tratamento da Sífilis

Por muitas vezes ser silenciosa, a melhor maneira de uma pessoa identificar que está com a doença é fazer exames de sangue sempre que mantiver relações sexuais sem preservativo com indivíduos que possam ter a bactéria da sífilis. Porém, é importante ainda buscar ajuda médica para que a infecção seja comprovada e tão logo um tratamento iniciado.

O mais comum é que sejam usados antibióticos para tratar a sífilis, sendo considerado uma das formas mais eficaz de combater a infecção. Entre eles, a penicilina é normalmente utilizada e a sua dosagem e aplicação (em um músculo ou em uma veia) dependem o estágio em que se encontra a doença.

Pessoas alérgicas à penicilina fazem uso, como tratamento alternativo, da doxiciclina. Além disso, depois de algumas horas que foi iniciado o tratamento dos estágios iniciais da sífilis, existe a possibilidade do paciente sofrer a reação de Jarisch-Herxheimer. Os seus sintomas são os seguintes:

  • calafrios;
  • febre;
  • sensação de estar doente;
  • dores articulares, musculares e de cabeça;
  • náusea;
  • exantema.

Porém, após 24 horas, o normal é que os sintomas da reação de Jarisch-Herxheimer desapareçam. Depois de iniciado o tratamento, são realizados exames de sangue para acompanhar a eficiência do antibiótico sobre a infecção. O normal é que sejam feitos após três, seis, 12 e 24 meses para garantir que a doença foi eliminada.

Para não transmitir a doença, durante o tratamento e até se ter certeza de que a infecção foi eliminada, é aconselhável evitar as relações sexuais. Mesmo usando a camisinha, existe o risco de contágio, inclusive se o preservativo não proteger toda a área infectada. Nos estágios primário e secundário, a sífilis é ainda mais contagiosa.

Prevenção da Sífilis

Para se prevenirem da sífilis, homens e mulheres sexualmente ativo devem usar preservativos sempre, em todas as suas relações sexuais, até porque o uso da camisinha previne a contaminação de outras doenças sexualmente transmissíveis. Não se devem manter relações sexuais com pessoas com a doença até que ela esteja curada da infecção, o que é possível com um tratamento completo.

Mulheres grávidas, indivíduos com HIV e pessoas com risco elevado para sífilis devem realizar exames para saber se possuem a infecção. Quando a mulher deseja ter um filho, ela deve fazer o exame para identificar ou não a presença da bactéria que causa a sífilis, como procedimento de prevenção para que o seu filho não seja infectado, pois a transmissão da doença pode ocorrer através da placenta.

Leave a Reply