Vantagens do Parto Normal

O parto normal é, de longe, a melhor opção para uma mulher dar a luz ao seu filho, desde que não existam complicações que a impeçam. O corpo feminino está preparado para o parto natural e, por isso, a recuperação é bem mais rápida. Além disso, as chances de aparecerem hematomas e infecções tanto na mãe quanto no bebê são reduzidas, se comparada com a cesariana.

Como diz o próprio nome, é também um parto mais natural, sendo que é o bebê quem vai decidir quando nascer, ao contrário da cesariana, que é uma dedução da melhor data. Mesmo que muitas mulheres tenham medo do parto natural, porque ele pode ser doloroso, existem medidas que desde o início da gravidez podem ser tomadas para permitir um parto tranquilo.

Vantagens do parto normal para a mãe

As vantagens do parto normal para a mãe são inúmeras, sendo que praticamente não existem aspectos negativos, a não ser em casos específicos em que se faz necessária a cesariana. Confira quais são os principais benefícios do parto natural:

  • Baixo risco de infecção
  • Melhor e mais rápida recuperação
  • Facilita a oferta de leite materno
  • Estreita os laços efetivos com o bebê
  • Tempo reduzido no hospital
  • Útero retoma tamanho normal mais rápido
  • Portos normais subsequentes serão ainda mais fácies (trabalho de parto fica mais curto)
  • É mais econômico

Vantagens do parto normal para o bebê

  • Se para a mulher os benefícios do parto natural são muitos, pode-se listar ainda mais vantagens para o bebê, que vai passar por um processo mais natural e tranquilo. Veja quais são as vantagens do parto normal para o bebê:
  • Ele passa por menor desconforto respiratório, uma vez que ao atravessar o canal vaginal seu tórax é comprimido, permitindo que ele consiga expelir os líquidos de dentro do pulmão mais facilmente.
  • A passagem pelo canal vaginal também massageia o corpo do bebê, assim, ele se desperta e vai estranhar menos ao ser manipulado pela equipe médica ao nascer.
  • As mudanças hormonais que acontecem no organismo da mãe ao longo do trabalho de parto também beneficiam o bebê, tornando-o mais ativo para nascer.
  • O parto normal permite que logo após nascer o bebê seja acomodado em cima da mãe, o que o faz acalmar-se.
  • Depois de ser limpo, ele pode ficar ao lado da mãe por todo o tempo, uma vez que não precisa permanecer em observação.
  • O bebê pode ser amamentado após 48 horas depois nascer, pois enquanto a mãe está em trabalho de parto, o seu corpo já produz ocitocina e prolactina, hormônios naturais que aceleram a descida do leite.

Como é feito o parto normal

Embora com o parto normal não se possa marcar previamente o dia em que o bebê vai nascer, como ocorre com a cesariana, o obstetra consegue apontar a semana do nascimento. Assim, a mulher estará preparada para as contrações não dolorosas, mas frequentes, que sinalizam que o bebê está chegando.

A partir de então, é preciso se encaminhar ao hospital, onde serão realizados os procedimentos de rotina. Assim, o especialista em obstétrica poderá avaliar a dilatação do colo do útero e a posição do bebê. Quando o colo do útero estiver dilatado e o feto estiver na posição mais adequada para nascer, ou seja, a posição cefálica (de cabeça para baixo), o parto normal será realizado.

Existem casos em que a dilatação do colo do útero não é suficiente para o parto e, desse modo, é injetado na mulher um hormônio sintético, o ocitocina, que ao entrar na corrente sanguínea vai acelerar o parto. Normalmente, a mulher produz esse hormônio naturalmente, que é liberado durante o trabalho de parto, promovendo as contrações uterinas de forma ritmada até que o bebê nasça.

Quando as contrações ganham um ritmo constante e regular, se dá início ao trabalho de parto. Hoje em dia, existe uma anestesia que pode aliviar a dor de mulheres, quando for muito intensa. Ela é uma mistura da anestesia raquidiana usada na cesárea com a anestesia peridural. Assim, a gestante não sofre, porém, não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica, o que possibilita a ela fazer a força necessária para impulsionar o bebê a sair.

Além de ter o seu corpo comprimido, garantido a saída do líquido amniótico de dentro dos pulmões, o bebê passar por um tipo de estresse, o qual faz com que libere o hormônio cortisol. Isso permite aos pulmões funcionarem bem, podendo até evitar futuras pneumonias. Depois que o bebê sai, o útero se contrai e expulsa a placenta.

Dor no parto normal

O parto normal pode doer um pouco, o que varia de mulher para mulher, porém, costuma ser uma dor suportável. Quando estiver forte demais, algumas formas de amenizá-la é com anestesia especial. Porém, outros fatores reduzem as dores, como a respiração, que deve ser lenta e profunda durante as contrações.

Confiar na equipe médica e ter a presença de uma pessoa próxima ao seu lado, bem como receber massagens durante as contrações alivia as dores também. Acupuntura, banhos de imersão, caminhadas, massagens e outros métodos durante a gravidez também evitam dores durante o parto.

Cesariana – como é feita a cesariana

A cesariana se assemelha a uma cirurgia e, além de receber anestesia (semelhante a do parto natural), na mulher é colocada uma sonda para urina e soro intravenoso, no caso de precisar de algum medicamento. A sua frequência cardíaca é acompanhada e a área abaixo dos seios é isolada.

Depois que a anestesia fizer efeito, se faz um pequeno corte horizontal na pele acima do osso púbico e outro na parte inferior do útero. Para chegar ao útero, é preciso abrir várias camadas de tecido e músculo. Já no útero, o corte é bem pequeno. Assim, o bebê é retirado e deve receber a avaliação de um pediatra. Por fim, a placenta é retirada e os pontos são dados.

Indicações para Cesariana

Durante o pré-natal a mãe já sabe por qual tipo de parto ela poderá passar, por isso da importância do acompanhamento médico desde os primeiros meses de gravidez. Mulheres com hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, insuficiência placentária, problemas do coração e do rim são alguns dos motivos para que a cesariana seja escolhida.

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